Sobre a mesa. A cabeça entre os braços. Ele respira o ar viciado de seus braços.
Dor. Sente sono, mas talvez seja melhor o real, ao imaginário. Hesita em pegar um bloco.
O metal gélido penetra em sua pele, e o frio de trinta e oito ou nove é quase congelante. Dor.
Cabeça cheia e pesada. Sente-se fraco, e ouve músicas que ninguém gosta. Ela talvez goste, ou não. O bloco vence, e traz consigo caneta. Ainda dói, mas ele persiste.
Ele queima, o mundo o esfria. Deus talvez esteja longe, ou do lado. Dor, muita dor. Ele talvez vá para casa, mas espera. Ainda não. A leitura o envolve, e ele vive o sonho dos outros. Alguns vivem o dele.
É legal, interessante. Um odor pútrido deixa-o mais fora.
São dez horas, e ele vai embora. Talvez chegue em casa.
Por Jairo Santiago.
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