Caminhava por entre galhos de pinheiros.
Vestia uma túnica clara comprida.
Descalço, andava sobre o orvalho da relva.
A floresta tinha um cheiro úmido.
Percebi passos, mas chegou voando com suas enormes asas abertas.
Plumas brancas e suaves.
O anjo me veio com seu rosto mascarado, e de seus olhos amarelos ouvi doces acordes de uma lira.
"De todos os anjos caídos, somos os primeiros...", ele me disse.
Então senti o perfume dela, e a quimera se manteve.
Voamos , os três, ao pico de uma colina.
Sob a luz da aurora fomos casados por ele, selando uma aliança de vidas seguintes.
Dançamos e sorrimos.
Seu cabelo negro tinha o cheiro da felicidade.
Suas vestes brancas eram tocadas pela brisa refrescante.
O brilho dos seus olhos, e o seu sorriso meigo me confirmavam que eu a amaria sempre, e viveríamos eternamente em puro contentamento.
Por Jairo Santiago.
Você é um escritor muito criativo, gosto da sua imaginação, da mistura do real com o fantasioso! Meu bem, você foi brilhante! bjos
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